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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Estudo Dirigido - FUNDAMENTOS

01)- O que são sinais vitais?
R: São aqueles que evidenciam as alterações da função corporal e geralmente se retratam na temperatura corporal, no pulso, no nível respiratório e na pressão sanguínea.

02)- São denominados sintomas que podemos ver, ouvir, sentir e cheirar:
(a) Sintomas Subjetivos
(b) Sintomas Objetivos
(c) Temperatura
(d) Alterações corporais

03)- Explique porque a temperatura está relacionada a atividade metabólica?
R: Pois frequentemente nos processos infecciosos ocorre a elevação da temperatura.

04)- Quais são os fatores que interferem no aumento da temperatura?
R: Exercícios, emoções, uso de agasalhos.

05)- Quais são os materiais necessários para aferir a temperatura?
R: Bandeja contendo: termômetro, bolas de algodão, álcool 70%, relógio, bloco de papel, caneta e papel toalha.

06)- O que é pulso?
R: É a ondulação exercida pela expansão e relaxamento das artérias resultantes dos batimentos cardíacos.

07)- Quais são as artérias mais comuns para se verificar o pulso?
R: radial, temporal, carótida, femural, pediosa.

08)- Escreva a frequência ou o número de pulsação:
R: Homem - 60 a 70 bpm
mulher - 65 a 80 bpm
criança - 120 a 125 bpm

09)- Quanto a regularidade e ritmo, como pode ser o pulso?
R:Ritmico - normal, bate com regularidade
Arrítmico - anormal, batimento irregular

10) - Como se verifica o pulso apcal?
R: Verifica-se no ápice do coração e altura do 5º espaço intercostal com auxílio do estetoscópio. Importantes para pacientes cardíacos e digitalizado.

11)- Quais são as terminologias da respiração?
R: Eupnéia - normal
apnéia - parada respiratória
dispnéia - dificuldade respiratória
bradpnéia - frequência respiratória abaixo do normal
taquipnéia - frequência respiratória acima do normal
ortopnéia - respiração facilitada na posição vertical
Respiração de Cheyne Stokes - respiração profunda seguida de decréscimo dessa profundidade, e logo após, um período de apnéia.

12)- Em que consiste a respiração?
R: É a troca de gases entre o organismo e o meio exterior, consiste na abserção de oxigênio e eliminação de gás carbônico.

13)- Em uma situação de emergência, qual é o pulso a ser verificado?
R: verifica-se o pulso carotídeo

14)- Quando é realizado a frequência respiratória?
R: Em seguida ao controle do pulso, para evitar que o paciente erceba que está sendo feita a cntagem e exerça controle voluntário.

15)- O que é pressão arterial?
R: É a pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias

16)- Escreva as terminologias para P.A:
ótima - 120X80
normal - 130X85
normal alta - 130/139X85/89

17)- Explique a técnica para aferir a pressão arterial
- lavar as mãos
- reunir o material
- explicar o procedimento ao paciente e posicioná-lo confortavelmente de modo que o esfignomanômetro fique  na mesma altura do coração.
- fazer desinfecção das olivas e do diafragma do estetoscópio.
- posicionar o manguito 4cm acima da articulação, com a bolsa de borracha na altura da extensão de saída, sobre a artéria a ser utilizada.
- apalpar a artéria a ser utilizada e posicionar o diafragma do estetoscópio sobre a mesma colocando as olivas do estetoscópio nos ouvidos.
- fechar a válvula da pera de borracha, insuflando o manguito, até que o ponteiro atinja 200mml ou mais.
- abrir a válvula lentamente, registrar o primeiro som de batimento como pressão sistólica e o último som abafado como diastólica.
- deixar que o restante do ar escape rapidamente
- remover o manguito, deixar o paciente confortável
- limpar o equipamento e guardá-lo.

Estudo Dirigido - NEUROLOGIA

01)- O que é A.V.C?
R: é a interrupção do fluxo sanguíneo à áreas encefálicas, podendo ocasionar lesão neuronal irreversível.

02)- Como pode ser classificado o A.V.C?
R: Isquêmico e Hemorrágico

03)- Diferencie AVC de AIT:
AVC: acidente vascular cerebral - interrupção do fluxo sanguíneo
AIT: ataque isquêmico temporário - causado por uma deficiência temporária de suprimento sanguíneo ao cérebro.

04)- Qual o diagnóstico do AVC?
R: Tomografia computadorizada, ressonância magnética e exames de sangue

05)- Cite 04 cuidados de enfermagem prioritários ao receber um paciente vítima de AVC na emergência:
R: Pulsionar uma veia calibrosa para hidratação venosa, oxigênioterapia, sinais vitais, balanço hídrico, observar o estado de consciência e fala, manter a cabeceira elevada 30º ou 45º

06)- Qual o tratamento para o AVC?
R: evitar a má alimentação, tabagismo, stress entre outros. Pode ser administrados medicamentos para reduzir a tendência a formação de trombos.

07)- Cite 04 manifestações clínicas do AVC:
R: - perda da sensibilidade ou alterações da sensibilidade em um membro superior ou inferior ou em um hemisfério do corpo.
- fraqueza ou parallisia de um membro superior ou inferior,
- perda parcial da visão ou da audição,
- diplopia
- tontura
- desequilíbrios e quedas
- síncopes e etc...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Estudo Dirigido - FUNDAMENTOS

1)- Como pode ser divididas as necessidades humanas básicas?
R: Necessidades Biopsicossociais

2)- Associe:
( A ) - problemas relacionados com a ventilação
( B ) - Problemas relacionados com alvéolos / sangue
( C ) - Problemas relacionados com transporte de gases
( D ) - Problemas relacionados com a regulação do suprimento de oxigênio

( c ) - ineficiência do bombeamento do sangue
( a ) estreitamento das vias aéreas
( b ) alvéolos
( d ) sistema cardiovasculares e respiratórios

3) - Qual é a impportância da necessidade de oxigênio?
R: Sem oxigênio, mesmo por pequenos períodos, as células dos organismos sofrem lesões irreversíveis e morrem dentro de pouco tempo. O cérebro sofre lesão permanente quando privado de oxigênio, ocorrendo também lesão grave do músculo cardíaco. O suprimento constante de oxigênio é necessário porque esta substância não pode ser armazenada  no organismo.

4) - Cite alguns fatores que interferem na nutrição:
R: Ansiedade, depressão, doenças, apresentação da alimentação.

5) - Cite as vias de administração de alimentos:
R: via oral, por sondas nasogástricas, por sonda nasoenteral, via endovenosa (nutrição parenteral)

6) - Quais são os fatores que interferem o sono?
R: Idade, ambiente, mudança de temperatura, fatores externos, nutrição.

7) - O que é prontuário?
R: É o conjunto de documentos escritos que identificam o paciente, registram o histórico clínico da doença, histórico familiar e a evolução da doença, diagnóstico médico e tratamentos prescritos, cuidados de enfermagem executados, condições físicas e mentais do pacente, exames realizados, bem como as condições da alta.

8) - Indique os impressos mais manuseados no prontuário de enfermagem:
R: Prescrição médica, folha de evolução, folha de balanço hídrico, gráfico de T.P.R e P.A

9) - Qual o objetivo da passagem de plantão?
R: Assegurar o fluxo de nformações entre as equipes de enfermagem, nos diferentes turnos que se sucedem no período de 24h.

10) - Descreva a evolução de enfermagem:
R: Iniciar sempre com a hora; observar nível de consciência; aspecto físico (acianótico, anictério); sinais vitais (terminologia); curativos; sondas, etc; catéteres; eliminações fisiológicas.

11) - Explique os termos técnicos abaixo:
Algias - dor
Apnéia - parada temporária da respiração
Anúria - falta da secreção urinária. devido a insuficiência renal
Blefarite - Inflamação contagiosa das bordas das pálpebras
Diurese - Secreção da urina, normal ou excessiva
Disúria - Micção difícil e dolorosa
Eupineico - respiração normal
Edema - Retenção anormal de líquidos provocando inchaço no tecido ou órgão
Cianose - coloração azulada nas extremidades por falta de oxigênio.

12) - Como se inicia o processo de enfermagem?
R: Histórico de enfermagem, diagnóstico e detecção dos problemas de enfermagem, anamnese

13) - Cite as normas gerais para o exame físico:
R: Solicitar a colaboração do cliente, eliminação adequada, respeitar a privacidade do paciente, explicar sobre os procedimentos realizados, realizar o exame no sentido céfalo-caudal, lavar as mãos, lembrando que as unhas devem estar sempre curtas, limpas e aquecidas, manter o paciente mais relaxado possível, observar a expressão do paciente e estar atento a sinais de dor, evitar interferências ou interrupções, evitar comentários ou expressões à cerca dos roblemas encontrados.

14) - Indique o material usado no exame físico:
R: Aparelho de pressão, fita métrica, balança antopométrica, termômetro, bolas de algodão secas, almotolia com alcool 70%, garrote, lanterna, martelo de reflexo, formulário próprio para anotar os dados colhidos, caneta.

15) - Quais são os métodos propedêuticos?
R: Inspeção, palpação, percusão, ausculta

16) - O que devemos observar no exame céfalo caudal?
R: Pele e anexos, cabeça e pescoço, sistema respiratório, circulatório, digestório, urinário, genital e nervoso.

17) - Descreva o material e a técnica usada para medidas antopométricas:
MATERIAL - balança, papel toalha, caeta e papel
TÉCNICA - conduzir o paciente até a balança, colocar uma toalha de papel na balança, solicitar o paciente que retire os sapatos e suba na baçança, verificar com atenção o peso e anotar, suspender a haste até a altura da cabeça e verificar qual a estatura marcada, marcar no relatório de enfermagem na coluna existente para esse fim.

18) - Indique as posições para exames e tratamento:
a)- Usada para descanso e conforto do paciente com problemas respiratórios: Posição de Fowlei
b)- Utilizada para exames vaginais, retais e lavagens intestinais: Posição de Sims
c)- Usado para exames de coluna vertebral e cervical: Decúbito Ventral
d)- Usada para operação ou exames do períneo: Posição litotômica

19) - Indique os valores de temperatura abaixo:
a)- Hipotermia - abaixo de 36º C
b)- Normotermia - 36,1º  a 37º C

20) - Explique a técnica para aferir a temperatura:
R: - Lavar as mãos;
- Reunir o material na bandeja e colocá-lo na mesinha de cabeceira do paciente;
- Explicar o procedimento e posicioná-lo confortavelmente deitado, sentado ou semi-sentado;
- Fazer a desinfecção do termômetro com algodão embebido em álcool 70º;
- Guardar o material;
- Lavar as mãos;
- Registar a temperatura no gráfico ou na evoluçã de enfermagem.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Saúde Mental - Exercícios

01) - O que é Saúde Mental? 
R: É um termo usado para descrever o nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional. Pode-se também incluir a capacidade de um indivíduo de apreciar a vida e procurar um equilíbrio entre as atividades e os esforços para atingir a resiliência psicológica.

02)- O que é Doença Mental?
R: Uma variação mórbida do normal, variação essa capaz de produzir prejuízos na performance global da pessoa ( social, ocupacional, familiar e pessoal) e/ou das pessoas com quem convive.

03)- O que foi a Reforma Psiquiátrica?
R: A reforma pretende modificar o sistema de tratamento clínico da doença, eliminando gradualmente a internação como forma de exclusão social.

04)- Como chamava o grupo que liderou e idealizou a reforma psiquiátrica?
R: MTSM - Movimento de Trabalhadores em Saúde Mental

05) - Quais os componentes do MTSM?
R: formado por trabalhadores integrantes do movimento sanitário, associação de familiares, sindicalistas, membros de associação de profissionais e pessoas com longo histórico de internações psiquiátricas.

06) - Qual era o modelo psiquiátrico que os ativistas do MTSM reformulou?
R: rede extra-hospitalar

07) - Quais foram as principais conquistas do MTSM?
R: Lei 10.216, ressocialização dos pacientes com longo período de internação psiquiátrica.

08)- Como pode ser dividido as doenças mentais?
R: Neurose e Psicose

09) - Quais os programas que surgiram para redução dos leitos psiquiátricos?
R: CAPS, Hospitais-dia, programa de volta pra casa, Residências Terapêuticas.

10) - Quais são os serviços oferecidos pelo CAPS?
R: Atividades terapêuticas, orientação e acompanhamento do uso de medicação, atividades comunitárias, atendimento domiciliar e aos familiares, atendimento clínico em regime de atenção diária, alimentação, higienização, promove a reinserção social do indivíduo através de acesso ao trabalho, lazer.

11) - Qual a diferença entre Psicose e Neurose?
R: Neurose - São patologias leves, onde o paciente tem uma noção vaga das suas manifestações psicossomáticas, que levam o paciente a procurar ajuda.

Psicose - É loucura propriamente dita, segundo a filosofia, é uma fuga intensa da realidade.

12) - O que Esquizofrenia? Qual a sua principal característica?
R: É uma doença psiquiátrica endógena, que se caracteriza pela perda do contato com a realidade. Principal característica são as alucinações e delírios. Ouve vozes que ninguém mais escuta e imagina estar sendo vítima de um complô diabólico tramado com o firme propósito de destruí-la.

13) - Diferencie TAG de Transtorno de Histeria:
TAG - Transtorno de Ansiedade Generalizada - Caracteriza-se por ter uma duração e intensidade maior que o esperado para a situação.

Histeria - É entendida como um comportamento e não como doença em si, já que o paciente apresenta uma gama de sintomas "direcionados" para mimetizar uma doença física ou psicológica.

TAG é uma doença e Histeria um comportamento somatório.

14) - Quais são as características do TOC:
R: Obsessões ou compulsões recorrentes e suficientemente graves para consumirem tempo ou causar sofrimento acentuado a pessoa. Diz-se que a pessoa tem várias manias esquisitas ou estranhas, mas o próprio portador do TOC sabe que suas manias, obsessões e ou compulsões são excessivas ou irracionais.

15) - Qual a principal atitude que deve ser abonada ao lidar com um indivíduo com TOC?
R:  Retenção da compulsão obsessiva, dizer a pessoa que a mesma deve parar com as "manias".

16) - Cite alguns tipos de tratamentos que foram abolidos da nova psiquiatria:
R: Terapia por choque insulínico: Em 1927, o neurologista e psiquiatra polonês Manfred Sakel pesou a mão na dose de insulina que aplicou em uma paciente diabética (que era, dizem, uma cantora lírica famosa na época) e ela entrou em coma. Mas o que poderia ter sido um desastre virou uma bela descoberta: a mulher tinha psicose maníaco-depressiva e obteve uma notável recuperação de suas faculdades mentais. Então Sakel descobriu que o tratamento era eficaz para pacientes com vários tipos de psicoses, particularmente a esquizofrenia. “Esta foi uma das mais importantes contribuições jamais feitas pela psiquiatria”, diz Sabbatini. A técnica passou a ser usada em todo o mundo, mas o entusiasmo inicial diminuiu depois que estudos mostraram que a melhora era, na maioria das vezes, temporária. Sem contar, é claro, que era extremamente perigoso. Assim, esse tratamento também caiu em desuso após a descoberta de medicamentos mais adequados.

Infecção por malária: Estamos nos anos 30 e a sífilis, incurável nessa época, é a maior causa de demência no mundo. Ninguém sabe o que fazer com tanta gente paranóica, violenta e incontrolável nos manicômios. Mas aí o médico austríaco Julius Wagner von Jauregg observou que, quando essas pessoas contraíam alguma doença que provocasse episódios de febre alta e convulsão, a loucura ia embora. O que o doutor Julius fez, então? É. Ele colocou o sangue contaminado de um soldado com malária em nove pacientes com paresia crônica, a demência que ocorre em um estágio avançado da sífilis, para que elas contraíssem febre alta e tivessem convulsões. O resultado foi impressionante e até lhe rendeu um Premio Nobel em 1927: ele conseguiu recuperação completa em quatro desses pacientes e uma melhora em mais dois. “Parece absurdo dar o Prêmio Nobel a alguém que infectava os pacientes com a malária, mas o desespero na época era muito grande”, diz Renato Sabbatini, neurocientista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Esse tratamento, obviamente, era muito perigoso (você melhorava da loucura, mas ganhava a malária de presente) e deixou de ser usado nos anos 60, com a descoberta de antibióticos e medicamentos próprios para problemas mentais.

Trepanação: Achados arqueológicos mostram que a trepanação, cirurgia em que era aberto um buraco (geralmente de 2,5cm a 3,5 cm de diâmetro) no crânio das pessoas, já era feita em várias partes do mundo 40 mil anos atrás. A cirurgia era realizada em rituais religiosos para liberar a pessoa de demônios e espíritos ruins – quando, na verdade, ela era vítima de doenças mentais. Até hoje é realizada por algumas tribos da África e da Oceania para fins rituais e em alguns centros modernos de neurologia para aliviar a pressão intracraniana em caso de fortes pancadas na cabeça, por exemplo. Mas não só. “Se esse procedimento for feito por algum outro motivo, isso é bizarro e perigoso”, afirma Sabbatini. Mas existem organizações hoje que defendem essa técnica “como forma de facilitar o movimento do sangue pelo cérebro e melhorar as funções cerebrais que são mais importantes do que nunca para se adaptar a um mundo em cada vez mais rápida evolução”. Isso é o que diz o site de um grupo internacional em defesa da trepanação, que defende que qualquer pessoa que deseje melhorar suas funções mentais e sua qualidade de vida deve poder realizar o procedimento.

Lobotomia: A trepanação deu origem a outro procedimento macabro: a lobotomia, incisão pequena para separar o feixe de fibras do lobo pré-frontal do resto do cérebro. Como isso provoca o desligamento na parte das emoções, pessoas agitadas se acalmavam como se tivessem tomado tranquilizantes. Essa técnica, criada pelo neurologista português Antônio Egas Moniz, foi realizada pela primeira vez em 1935 e também lhe rendeu um Nobel, em 1949. Os resultados foram tão bons, que a lobotomia começou a ser usada em vários países como uma tentativa de reduzir psicose e depressão severa ou comportamento violento em pacientes que não podiam ser tratados com qualquer outro meio (na ocasião, não havia muitos). O problema é que a técnica, que deveria ser o último recurso, passou a ser usada maciçamente nos manicômios para controlar comportamentos indesejáveis – inclusive em crianças agitadas e adolescentes rebeldes. Entre os anos de 1945 e 1956, mais de 50,000 pessoas foram sujeitas a lobotomia no mundo inteiro. E os efeitos colaterais eram horríveis: a pessoa virava um vegetal – sem emoções, apáticas para tudo. Com o aparecimento de drogas efetivas contra ansiedade, depressão e psicoses, nos anos 50, e com a evidência de seu abuso difundido e efeitos colaterais, a lobotomia foi deixando de ser usada.

Mesmerismo: O médico austríaco Franz Anton Mesmer acreditava ser possível aliviar sintomas clínicos e psicológicos passando imãs sobre o corpo de seus pacientes – procedimento conhecido como mesmerismo. “Mesmer acreditava que os fluidos do corpo eram magnetizados e que muitas doenças físicas e mentais eram causadas pelo desalinhamento desses fluidos. Ele também achava que era possível obter os mesmos resultados sem os imãs, passando apenas as mãos sobre o corpo do paciente”, explica o professor de psicologia Renato Sampaio Lima, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Ahhh, o poder da sugestão. Era tudo picaretagem. Ou efeito placebo, para ser mais exato. Esta arte de cura disseminou-se entre outros praticantes no século XVIII e chegou aos Estados Unidos no início do século XIX. Mesmer foi expulso de vários países e cidades porque não conseguiu provar a eficiência do seu método, mas ganhava uma grana dos crédulos. “Em todos os lugares em que ele foi, a comunidade médica o repudiou. Ele pegava madames com doenças psicossomáticas leves, fáceis de tratar com placebo, e baseava o seu prestigio nesse efeito”, completa Sabbatini. O suposto sucesso não dependia das técnicas usadas, mas no seu poder de persuasão. Após muitas críticas, a prática do mesmerismo caiu em desuso no início do século XX.

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/5-tratamentos-psiquiatricos-bizarros-que-cairam-em-desuso/

17) - Em que se baseia o tratamento psiquiátrico hoje (nova psiquiatria)?
R: Psicofarmacologia / Psicoterapias. Baseia em dar acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde adequado, ser tratado com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade.

18) - Diferencie transtorno fóbico e transtorno do pânico:
Transtorno Fóbico - são estados neuróticos com medo anormalmente intenso em relação a certos objetos, situações específicas, animais, que não provocariam esse efeito em pessoas ditas normais.

Transtorno do Pânico - É definido como crises recorrentes de forte ansiedade ou medo.

19) - Defina transtorno afetivo bipolar:
R: Uma enfermidade caracterizada por sintomas que envolvem grandes perturbações afetivas, podendo apresentar fases de excitação alternadas com outras de depressão.

20) - Defina:
Antidepressivo: Visa aumentar o nível de humor do cliente, através do aumento de serotonina da fenda sináptica.

Ansiolítico: Tem a finalidade de reduzir a ansiedade e de promover o relaxamento.

Antipsicótico: reduzem a sintomatologia das psicoses atuando na ressocialização do indivíduo.

Sedativos - Hipnóticos: atuam na redução da ansiedade e da indução do sono.

21) - Quais os profissionais que compõem a equipe de saúde mental descrita pelo MS?
R: Médico Psiquiatra, Enfermeiro, especialista em Saúde Mental, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional, Assistente Social, Técnico e Auxiliar de Enfermagem.

22) - Cite 02 características de um profissional em Saúde Mental:
R: Gostar da profissão, ter maturidade emocional, saber atuar em equipe.

23) - Defina:
Alucinação: falsa percepção sensorial não associada com estímulos reais. Que podem ser auditivas, visuais, táteis, gustativas e olfativas.

Ilusão: É uma percepção deformada de um objeto verdadeiro e presente.

Compulsão: repetem-se ações que tampouco se desejam

Obsessão: idéia fixa

Transtorno Somatoforme: É quando o paciente pode queixar-se de dores que não possuem, porém acabam adquirindo todos os sintomas.

domingo, 30 de setembro de 2012

Helmintos - FILARÍASE - Elefantíase (vermes)


FILARÍASE
Também conhecido como: Filariose, Filaríase de Bancrofti, Elefantíase.

A filaríase por Wuchereria bancrofti é causada por um nematódeo que vive nos vasos linfáticos das pessoas infectadas, apresentando diversas manifestações clínicas. Existem indivíduos infectados que nunca desenvolvem sintomas, havendo ou não detecção de microfilárias no sangue periférico. Outros podem apresentar febre recorrente aguda, astenia, mialgias, fotofobia, urticária, pericardite, dor de cabeça e inflamação de nódulos e vasos linfáticos , com ou sem microfilaremia. Os casos crônicos mais graves são de indivíduos que apresentam hidrocele (presença de líquido em quantidades anormais dentro da bolsa escrotal), presença de gordura na urina e elefantíase de membros, mamas e órgãos genitais. Descreve-se ainda casos de eosinofilia tropical, que é uma síndrome que se manifesta por crises paroxísticas de asma, com pneumonia intersticial crônica e ligeira febre recorrente, cujo leucograma registra importante eosinofilia.

Modo de transmissão - Não se transmite de pessoa a pessoa. Sua transmissão ocorre pela picada do mosquito vetor o Culex fatigans, que transmite o parasita causador da doença de pessoa a pessoa. Em geral, as microfilárias têm periodicidade para circular no sangue periférico, sendo mais detectadas à noite, entre as 22hs e 2 hs.

Período de incubação - Manifestações alérgicas podem aparecer um mês após a infecção. As microfilárias, em geral, aparecem no sangue periférico de 6 a 12 meses após o inóculo para W. bancrofti.

Tratamento - A droga de escolha é a Dietilcarbamazina (DEC). 

Prevenção –
a) Redução da densidade populacional do vetor: através de biocidas; mosquiteiros ou cortinas impregnadas com inseticidas para limitar o contato entre o vetor e o homem; borrifação intradomiciliar com inseticidas de efeito residual (dirigida contra as formas adultas do Culex).
b) Educação em Saúde: informar às comunidades das áreas afetadas, sobre a doença e as medidas que podem ser adotadas para sua redução/eliminação; identificação dos criadouros potenciais no domicílio e peridomicílio, estimulando a sua redução pela própria comunidade;
c) Tratamento em massa: para as populações humanas que residem nos focos.

Fonte:

Helmintos - ANCILOSTOMOSE (vermes)


ANCILOSTOMOSE
A ancilostomose é uma helmintíase que pode ser causada tanto pelo Ancylostoma duodenale como pelo Necatur americanus. Ambos são vermes nematelmintes (asquelmintes), de pequenas dimensões, medindo entre 1 e 1,5 cm. A doença pode também ser conhecida popularmente como "amarelão", "doença do jeca-tatu", "mal-da-terra".

Os vermes adultos vivem no intestino delgado do homem. Depois do acasalamento, os ovos são expulsos com as fezes (a fêmea do Ancylostoma duodenale põe até 30 mil ovos por dia, enquanto que a do Necator americanus põe 9 mil). Encontrando condições favoráveis no calor (calor e umidade), tornam-se embrionados 24 horas depois da expulsão. 
A larva assim originada denomina-se rabditóide. Abandona a casca do ovo, passando a ter vida livre no solo. Depois de uma semana, em média, transforma-se numa larva que pode penetrar através da pele do homem, denominada larva filarióide infestante. 

Quando os indivíduos andam descalços nestas áreas, as larvas filarióides penetram na pele, migram para os capilares linfáticos da derme e, em seguida, passam para os capilares sanguíneos, sendo levadas pela circulação até o coração e, finalmente, aos pulmões. 
Depois, perfuram os capilares pulmonares e a parede dos alvéolos, migram pelos bronquíolos e chegam à faringe. Em seguida, descem pelo esôfago e alcançam o intestino delgado, onde se tornam adultas. 

No local da penetração das larvas filarióides, ocorre uma reação inflamatória (pruriginosa). No decurso, pode ser observada tosse ou até pneumonia (passagem das larvas pelos pulmões). Em seguida, surgem perturbações intestinais que se manifestam por cólicas, náuseas e hemorragias decorrentes da ação espoliadora dos dentes ou placas cortantes existentes na boca destes vermes. Estas hemorragias podem durar muito tempo, levando o indivíduo a uma anemia intensa, o que os deixa com aparência pálida, pele amarelada.

Poderão ocorrer algumas complicações, tais como: caquexia (desnutrição profunda), amenorréia (ausência de menstruação), partos com feto morto e, em crianças, transtornos no crescimento.

TRATAMENTO
As principais medidas de prevenção consistem na construção de instalações sanitárias adequadas, evitando assim que os ovos dos vermes contaminem o solo; uso de calçados, impedindo a penetração das larvas pelos pés. Além do tratamento dos portadores, é necessária uma ampla campanha de educação sanitária. Caso contrário, o homem correrá sempre o risco de adquirir novamente a verminose. 

No tratamento dos doentes, o remédio clássico é o befênio; também são eficazes o pirantel, mebendazol e tiabendazol.

Fonte:

Helmintos - ASCARIDÍASE (vermes)



ASCARIDÍASE

Doença parasitária causada por um Nematóide da família Ascaridae, o Áscaris lumbricoide, conhecido popularmente como lombriga. É a verminose intestinal humana mais disseminada no mundo. A contaminação acontece quando há ingestão dos ovos infectados do parasita, que podem ser encontrados no solo, água ou alimentos contaminados por fezes humanas. O único reservatório é o homem. Se os ovos encontram um meio favorável, podem contaminar durante vários anos.

A maioria das infecções é assintomática. A larva se libera do ovo no intestino delgado, penetra a mucosa e por via venosa alcança o fígado e pulmão de onde alcançam a árvore brônquica. Junto com as secreções respiratórias são deglutidas e atingem o intestino onde crescem chegando ao tamanho adulto. Em várias situações podem surgir sintomas dependendo do órgão atingido. A ascaridíase pode causar dor de barriga, diarréia, náuseas, falta de apetite ou nenhum sintoma. Quando há grande número de vermes pode haver quadro de obstrução intestinal. A larva pode contaminar as vias respiratórias, fazendo o indivíduo apresentar tosse, catarro com sangue ou crise de asma. Se uma larva obstruir o colédoco pode haver icterícia obstrutiva.

O A. lumbricoides apresenta uma estrutura delgada e cilíndrica sendo afilada nas extremidades. O macho mede entre 15 a 35cm de comprimento, sendo a fêmea ligeiramente maior. A reprodução deste parasito ocorre geralmente a nível do intestino humano. A fêmea pode ter uma postura de ovos diária de 200mil ovos.

O tratamento da ascaridíase é muito simples, tendo em conta que existem medicamentos antiparasitários, como o mebendazol, a piperazina e o cloridrato de levamisol também conhecido como Ascaridil, administrados por via oral. Após a administração do medicamento, que geralmente é em dose única, para matar os vermes, que pouco depois são eliminados através das fezes, por vezes, convém indicar uma nova administração, ao fim de um ou dois meses, de modo a garantir a eliminação de todos os parasitas que, eventualmente, possam ter chegado ao tubo digestivo durante esse período.

A prevenção é feita através de medidas de saneamento básico:
- lavagem das mãos após uso do sanitário
- lavagem de frutas e verduras com água corrente e
- higiene pessoal, principalmente.
É necessário, também, fazer o tratamento de todos os portadores da doença.
A ascaridíase está mais presente em países de clima tropical e subtropical.
As más condições de higiene e a utilização das fezes como adubo contribuem para a prevalência dessa verminose nos países do terceiro mundo.

Fonte:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?36

Helmintos - ESQUISTOSSOMOSE (vermes)


ESQUISTOSSOMOSE

A esquistossomose ou bilharzíase, também conhecida como barriga d’água, é uma doença crônica causada por platelmintos trematódeo parasitas e multicelulares do gênero Schistosoma. Existem seis espécie de Shistosoma que podem causar a esquistossomose ao homem: S. hematobiumS. intercalatumS. japonicumS. malayensisS. mansoni e S. mekongi. Destas, apenas S. mansoni é encontrada no continente americano.
O parasita, além do homem, necessita da participação de caramujos de água doce para completar seu ciclo vital. Esses caramujos são do gênero Biomphalaria. No Brasil, somente três espécies são consideradas hospedeiros intermediários naturais da esquistossomose: B. glabrata, B. straminea e B. tenagophila. Na fase adulta, o parasita vive nos vasos sanguíneos do intestino e fígado do hospedeiro definitivo, o homem.

MODO DE TRANSMISSÃO
O Indivíduo infectado elimina os ovos do verme por meio das fezes humanas. Em contato com a água, os ovos eclodem e liberam larvas, denominadas miracídios, que infectam os caramujos, hospedeiros intermediários, que vivem nas águas doces. Após quatro semanas as larvas abandonam  o caramujo na forma de cercarias e ficam livres nas águas naturais. O contato dos seres humanos com essas águas é a maneira pela qual é adquirida a doença.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO
Em média, é de duas a seis semanas após a infecção, período que corresponde desde a fase de penetração e desenvolvimento das cercarias, até a instalação dos vermes adultos no interior do hospedeiro definitivo.

PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE
O homem infectado pode eliminar ovos viáveis de S. mansoni a partir de 5 semanas após a infecção e por um período de 6 a 10 anos, podendo chegar até mais de 20 anos. Os hospedeiros intermediários começam a eliminar cercarias após 4 a 7 semanas da infecção pelos miracídios. Os caramujos infectados eliminam cercarias por toda a vida, que é aproximadamente de um ano.

SINAIS E SINTOMAS
Na fase aguda, o paciente pode apresentar febre, dor na cabeça, calafrios, suores, fraqueza, falta de apetite, dor muscular, tosse e diarréia. Em alguns casos o fígado e o baço podem inflamar e aumentar de tamanho. Na forma crônica a diarréia se torna mais constante, alternando-se com prisão de ventre, e pode aparecer sangue nas fezes. Além disso, o paciente pode sentir tonturas, dor na cabeça, sensação de plenitude gástrica, prurido anal, palpitações, impotência, emagrecimento e endurecimento do fígado, com aumento do seu volume. Nos casos mais graves, da fase crônica, o estado geral do paciente piora bastante, com emagrecimento, fraqueza acentuada e aumento do volume do abdômen, conhecido popularmente como barriga d’água.

TRATAMENTO
O tratamento da doença pode ser feito com medicamentos específicos que combatam oSchistossoma mansoni. Uma nova droga quimioterápica, o hicantone, já se mostrou eficaz para curar a doença na grande maioria dos casos. No entanto, educação sanitária, saneamento básico, controle dos caramujos e informação sobre o modo de transmissão da doença são medidas absolutamente fundamentais para prevenir a doença.

PREVENÇÃO
A prevenção consiste em evitar o contato com águas onde existam os caramujos hospedeiros intermediários infectados.

Fonte:
Portal da Saúde do Ministério da Saúde

Helmintos - CISTICERCOSE HUMANA e TENÍASE (vermes)


CISTICERCOSE HUMANA – TENÍASE

O que é teníase e o que é cisticercose?
São duas doenças distintas com sintomas e epidemiologia totalmente diferentes, apesar de serem causadas pela mesma espécie de cestódeo (parasita). A teníase é causada pela Taenia solium e/ou pela Taenia saginata, também conhecida como “solitária”. Já a cisticercose é causada pelas larvas dessas espécies de parasitas.

Como se transmite?
O homem é o hospedeiro definitivo e consequentemente a principal fonte de infecção deste parasita, sendo responsável pela transmissão aos animais e a si próprio.
Teníase – é adquirida através do consumo de carne crua ou insuficientemente cozida contendo os cisticercos (larvas).
Cisticercose – através do consumo de alimentos contaminados com os ovos da tênia, frutas, verduras, hortaliças que não são higienizados corretamente, através do consumo de água contaminada, ou ainda, no homem com teníase pode haver a autoinfestação já que os ovos podem ser encontrados nas mãos do hospedeiro, na região perianal (ânus) e perineal, nas roupas e até mesmo na mobília da residência.

Ciclo evolutivo
Teníase – a teníase é adquirida pelo homem quando ele ingere carne o cisticerco (larva) e este evolui para a forma adulta no intestino delgado. O verme adulto se fixa e começa a expelir os ovos e proglótides, que são excretados nas fezes humanas e podem contaminar o solo, a água e os alimentos.

Cisticercose – Ao ingerir ovos viáveis da tênia, estes chegam ao estômago e liberam o embrião que atravessa a mucosa gástrica, vai para a corrente sanguínea e se distribui pelo corpo, pode alcançar diversos tecidos (músculos, coração, olhos e cérebro) aonde irá se desenvolver o cisticerco (larva). Ao atingir o cérebro causam a Neurocisticercose, que é a forma mais grave da infecção.

Quais os sintomas?
Teníase – Pode causar desconforto abdominal, náuseas, vômitos, diarréia ou constipação, cólicas intestinais, alterações no apetite, além de mal estar geral, indisposição, fadiga fácil, perda de peso. Além de sinais nervosos como insônia, irritabilidade e inquietação.

Cisticercose - Pode ser assintomática ou apresentar sintomas como cefaléia, convulsões, hipertensão craniana, entre outros. As manifestações clínicas da Cisticercose dependem da localização, do tipo morfológico, do número de larvas que infectaram o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro. Podendo apresentar complicações como deficiência visual, loucura, epilepsia, entre outras.

Qual o tratamento?
A teníase possui tratamento terapêutico, já para a cisticercose não se conhece nenhum procedimento terapêutico eficaz e seguro no homem ou nos animais. A única medida eficaz ainda é a prevenção -

Como se prevenir?
• Não ingerir carne crua ou insuficientemente cozida, ou ainda, proveniente de abate clandestino, sem inspeção oficial.
• Consumir apenas água tratada, fervida ou de fonte segura.
• Lavar bem as mãos, principalmente após usar o banheiro e antes das refeições.
• Lavar bem os alimentos como verduras, frutas e hortaliças com água limpa.
• Irrigar hortas e pastagens com água limpa e não adubar com fezes humanas
• Construir sanitários com fossa séptica.
• Realizar o tratamento dos efluentes de esgotos de forma adequada para que estes não contaminem o solo, a água e os alimentos.
• Fazer periodicamente exames de fezes em moradores de área rurais.

Observações sobre a teníase/cisticercose
4O suíno não causa cisticercose no homem. O homem é que causa cisticercose no suíno.
4Um homem com teníase é uma importante fonte de transmissão de cisticercose e de teníase.
4O suíno não é fonte de transmissão, apenas participa do ciclo da doença que é transmitida a ele pelo homem.
4O homem não adquire cisticercose ao ingerir carne bovina ou suína crua ou mal passada, mas pode adquirir a teníase se não tomar os devidos cuidados.
4Os suínos e bovinos não possuem a tênia ou “solitária”, apenas o homem possui a fase adulta.
4Se não houver pessoas com teníase, não haverá cisticercose nos suínos e bovinos

Fonte:
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
GERÊNCIA DE VIGILÂNCIA DE ZOONOSES

Classificação das Costelas

As costelas são ossos alongados, comparáveis a arcos, que se estendem da coluna vertebral até o esterno, ao qual se unem através das cartilagens costais. No Homem, há doze de cada lado (sendo que o número é variável com a espécie animal). As 7 primeiras articulam-se na frente com o esterno por meio de uma cartilagem, que lhes é própria (costelas verdadeiras). Da 8ª à 10ª costela elas se unem através de suas cartilagens a uma cartilagem comum, que se articula com o esterno (costelas falsas). A 11ª e a 12ª costela não se articulam com o esterno (costelas flutuantes).


São formadas por cabeças com duas faces articulares para o processo transverso, colo, tubérculo, ângulo costal, sulco da costela, face interna, face externa, margem superior, margem inferior, cartilagens costais.

Costela atípica – 1ª, 2ª, 11ª e a 12ª são diferentes das costelas típicas, a 1ª costela é achatada e o tubérculo funde-se ao ângulo; o corpo da 2ª costela possui uma tuberosidade para fixação do músculo serrátil anterior; a 11ª e a 12ª costelas não possuem colo e tubérculo e a 12ª costela é mais curta que a maioria.

Costelas típicas – da 3ª à 9ª possuem características comuns, cada costela possui uma cabeça, colo, tubérculo e corpo.




Classificação dos Ossos (infantil e Adulto)



OS OSSOS EM CRIANÇAS E ADULTOS
O esqueleto humano tem como função principal proteger determinados órgãos vitais, como, por exemplo, o cérebro, que é protegido pelo crânio, e também os pulmões e o coração, que são protegidos pelas costelas e pelo esterno. Outras funções incluem sustentação do corpo e locomoção, produção de células sanguíneas e reserva de cálcio.

Há um esqueleto cartilaginoso durante a vida embrionária, o qual será quase totalmente substituído por um esqueleto ósseo. É o que se denomina ossificação endocondral (do grego endos, dentro, e chondros, cartilagem).

Os ossos começam a se formar a partir do segundo mês da vida intrauterina. Ao nascer, a criança já apresenta um esqueleto bastante ossificado, mas as extremidades de diversos ossos (epífise) ainda mantêm regiões cartilaginosas que permitem o crescimento.

Seu esqueleto é formado predominantemente de cartilagem, um tecido elástico, composto por fibras que operam juntamente com o osso para a formação do sistema ósseo adulto. O bebê nasce com 350 ossos moles, mas muitos deles se fundem a medida que ele vai crescendo.

Entre os 18 e 20 anos, essas regiões cartilaginosas se ossificam e o crescimento cessa. Por esta razão, o esqueleto típico de um adulto tem somente 206 ossos que funcionam como alavanca para os músculos se movimentarem. O crânio, que parece ser um osso único, apresenta, na verdade, 29 ossos que se encaixam e protege o cérebro, olhos e ouvidos internos.

O osso, por ser um tecido vivo e ativo, se renova constantemente até a fase da adolescência, que é quando ele amadurece em seu estado adulto. Na infância, o esqueleto passa por diversas etapas de desenvolvimento e fortalecimento. Nesta fase, novas células ósseas são formadas, enquanto as células antigas são frequentemente reabsorvidas.

O miolo gorduroso do osso, chamado medula ou popularmente de tutano, produz a maioria dos leucócitos e todas as hemácias do corpo. Na criança pequena, todos os ossos contêm a medula que produz células sanguíneas, mas no adulto ela só permanece ativa nos ossos do tórax.

Certos ossos, nos recém-nascidos, são formados de partes ósseas que se soldam durante o desenvolvimento do indivíduo e passam a constituir um só osso na vida adulta. O osso frontal (crânio) é formado por duas porções separadas no plano mediano que se soldam no futuro. O osso do quadril, no feto, é constituído de três partes (ísquio, púbis e ílio) que posteriormente se soldam formando um único osso no adulto.